7 dicas para aumentar a vida útil do sistema de arrefecimento do seu veículo

Quer aprender como conservar o sistema de arrefecimento do seu carro? Então, conheça as dicas que reunimos neste post!

O sistema de arrefecimento (ou sistema de refrigeração) é um dos componentes mais importantes de um automóvel. Isso porque ele é responsável por permitir que o conjunto mecânico funcione na temperatura adequada. Esse sistema contém peças que devem ser inspecionadas regularmente, como bomba d’água, válvula termostática, ventoinha e o radiador.

Assim como as diversas partes mecânicas de um carro, esse sistema precisa estar sempre em boas condições para operar normalmente. Segundo o artigo do engenheiro mecânico Denis Marum, publicado na Oficina do G1, a motorização de veículos de passeio deve trabalhar em torno de 90°C para que não falhe e o automóvel pare por completo.

Se você deseja conservar e aumentar a durabilidade do seu sistema de arrefecimento, veio ao lugar certo. Neste post, você vai conhecer as melhores dicas. Confira!

1. Verifique sempre o nível do líquido do reservatório

Pode parecer um detalhe de pouca importância, mas o nível do líquido no reservatório é crucial para garantir o bom funcionamento do motor como um todo. Esse recipiente armazena a água misturada com o fluido de refrigeração e apresenta duas indicações: nível mínimo e nível máximo. É necessário observar ambos os padrões.

Complete o reservatório com uma mistura de água e aditivo, sempre seguindo o indicador de nível máximo. Essa solução deve ser substituída a cada dois anos ou 60 mil km rodados, e é preciso verificar o nível do líquido a cada duas semanas.

Caso a mistura abaixe com frequência, o reservatório ou outro componente pode estar com defeito. Em geral, o problema mais frequente é a presença de vazamentos.

Além disso, verifique a tampa do radiador que fica no reservatório. Ela é essencial, pois contém espirais internos calibrados que foram desenvolvidos para segurar a pressão da água quente. Contudo, se essa peça apresentar frouxidão ou rachaduras, a solução do recipiente é expelida em forma de vapor.

Se isso acontecer, o nível sempre ficará abaixo do indicado para o resfriamento do sistema. Para evitar essa dor de cabeça, troque de tampa a cada 30 mil km rodados.

2. Cheque o sensor do ventilador

Esse componente foi elaborado para direcionar ar frio para resfriar o motor. Esse tipo de ventoinha é parecida com um ventilador doméstico. Ele entra em ação quando percebe que o motor não tem mais como obter ar fresco. Em geral, isso acontece em engarrafamentos ou quando o trânsito está muito lento.

O eletroventilador vem com um sensor de temperatura embutido que informa a necessidade de ligá-lo. Logo, é necessário que você veja se esse pequeno dispositivo está funcionando perfeitamente a fim de evitar que ele falhe e o motor superaqueça.

3. Não utilize somente água no reservatório do radiador

Muitos motoristas pensam que adicionar apenas água no reservatório do radiador já é suficiente, mas essa conduta não é recomendada pelos fabricantes. Todos os carros devem ter uma mistura de água pura ou desmineralizada com o aditivo.

A proporção correta para essa solução deve ser informada na concessionária ou no manual do proprietário. No entanto, a combinação correta é meio a meio, ou seja, 50% de água e 50% de aditivo composto por etileno glicol. Isso é muito importante para evitar que o líquido congele ou ferva, além de evitar a obstrução do sistema de arrefecimento, por conta de incrustações.

4. Fique atento a entupimentos e vazamentos

Qualquer tipo de entupimento e/ou vazamento no sistema de arrefecimento do motor do seu automóvel pode gerar diversos problemas no conjunto. Qualquer anomalia suspeita pode ser detectada quando há sinais de ferrugem na solução dentro do reservatório, pois ela pode entupir os componentes do conjunto. Esse problema prejudica a circulação de água no motor e aumenta a sua temperatura, além de provocar a queima da junta do cabeçote.

Caso haja poças d’água embaixo do veículo, o conjunto pode estar mesmo vazando — mas tome cuidado para não confundir com a água que sai do dreno do ar-condicionado.

5. Mantenha a colmeia do radiador em perfeito estado

A colmeia do radiador é uma das peças mais sensíveis do sistema. Isso porque ela fica localizada na extremidade do capô e pode ser facilmente amassada durante uma colisão frontal. Além disso, ela suja com facilidade, principalmente após transitar por estradas lamacentas ou de terra.

Para evitar dores de cabeça, limpe a colmeia regularmente para que essas impurezas não se acumulem no componente, sobretudo quando você pegar uma rodovia empoeirada. Para realizar a higienização correta, utilize uma mangueira e bata água de dentro do cofre do motor para fora. Verifique também se há folhas, insetos, pedaços de plástico outros resíduos obstruindo a passagem.

6. Não remova a válvula termostática

Uma das maiores causas do superaquecimento é quando a válvula termostática emperra e impede a circulação do líquido de arrefecimento. Alguns mecânicos desqualificados sugerem a remoção da peça, dizendo que ela não faz falta, pois o nosso país tem clima tropical e é melhor o motor trabalhar mais frio.

Não dê crédito a essa conversa. A válvula termostática faz com que o motor alcance a temperatura ideal para o seu funcionamento — cerca de 90°C. Abaixo desse parâmetro, o consumo de combustível e a emissão de poluentes são maiores. Em caso de problemas, ela precisa ser substituída, não removida.

7. Verifique a bomba d’água, a correia auxiliar e as mangueiras

A bomba d’água é ativada por uma correia auxiliar chamada de “poly-v”. Por isso, a troca dessa peça é fundamental para que todo o sistema de resfriamento funcione perfeitamente. Caso ela se rompa, não ande com o carro, já que o líquido de refrigeração não circulará e o motor superaquecerá. A troca deve ser realizada de acordo com o prazo indicado pelo fabricante.

Além disso, tenha um cuidado especial com as mangueiras, pois se elas apresentarem trincas, estufamento ou ressecamento, a temperatura pode subir de forma descontrolada. Na hora de substituir esse componente, troque também as braçadeiras.

Por mais que as recomendações ditas acima sejam válidas, a inspeção técnica de um profissional é muito importante. Logo, não deixe de seguir o cronograma de revisões do seu automóvel e providencie a substituição das peças que fazem parte do sistema de arrefecimento e de qualquer outro conjunto mecânico que apresente defeito ou esteja prestes a chegar ao seu limite de durabilidade.

Fonte: https://blog.racon.com.br/meu-primeiro-carro/dicas-para-aumentar-a-vida-util-do-sistema-de-arrefecimento-do-seu-veiculo/