Carros pequenos: 10 modelos novos e usados bons de ter…

Você não faz questão de dirigir um SUV grandalhão ou um exagerado sedã? Quer um modelo prático na cidades? Confira essa lista que preparamos

Brasileiro costuma comprar veículo a metro, mas tem gente que gosta de carros pequenos. Fáceis de manobrar e estacionar, modelos subcompactos podem não vender horrores, mas têm seu público cativo. São poucos os sobreviventes 0 km hoje no mercado, mas há bastante opções de carros pequenos seminovos… ou nem tanto. Se você não precisa de espaço ou não está nem aí para o aperto das crianças e da sogra no banco de trás, pode ser uma pedida para gastar pouco.

10. Chery QQ

carros pequenos: chery new qq
  • Anos: 2011 a 2019
  • Dimensões: 3,56 m (c), 1,62 m (l), 1,52 m (a) e 2,34 m (ee)
  • Dica de safra: ACT 1.0 2018
  • Atenção: comportamento dinâmico, problemas na suspensão e liquidez ruim

O Chery QQ teve problemas no início de sua importação. Muito frágil, tinha direção imprecisa e pedais que pareciam se desmanchar. Mas a reestilização de 2015 deu uma amenizada nos problemas. O Grupo Caoa também pegou as rédeas da marca recentemente, o que deu mais confiança ao carrinho.

O motor 1.0 anda bem, o QQ é bem equipado, com sensor de ré, Isofix, ajuste de altura dos faróis, ar e trio elétrico – esqueça as versões Smile, que farão você chorar e sequer tinham assistência na direção. O acabamento do modelo deixa a desejar e sua liquidez é complicada. A estabilidade não é das melhores, por isso é ideal apenas para rodar na cidade. Apesar de a Caoa negar, deixou de ser produzido em junho, em Jacareí (SP). Mesmo assim, mereço espaço na nossa lista de carros pequenos.

9. Fiat Mobi

carros pequenos: fiat mobi easy
  • Anos:2016 em diante
  • Dimensões: 3,56 m (c), 1,63 m (l), 1,49 m (a) e 2,30 m (ee)
  • Dica de safra: Easy Confort 2019
  • Atenção: visibilidade traseira, acabamento interno e versões com ar instalado fora de fábrica

O Mobi foi lançado tem pouco tempo e, além das ofertas como 0 km, já dá pinta também entre os seminovos. O motor 1.0 6V Firefly três cilindros e 77/72 cv é eficiente para mover o carrinho, principalmente nos trechos urbanos. Outro ponto a favor do Mobi é a suspensão bem acertada para lidar com os buracos na via.

O Mobi se vale também da ampla rede da Fiat e de manutenção dentro do esperado para sua faixa de preço. A posição de dirigir não é das melhores, o banco é estreito, há pouco apoio lateral e o motorista invariavelmente arrasta o braço na porta.

8. Suzuki Swift

carros pequenos: suzuki swift sport
  • Anos: 2014 a 2015 (quinta geração)
  • Dimensões: 3,89 m (c), 1,69 m (l), 1,51 m (a) e 2,43 m (ee)
  • Dica de safra: Sport 2015
  • Atenção: custo de manutenção, disponibilidade de peças e acabamento interno

O Suzuki Swift voltou quase de forma meteórica ao Brasil em sua quinta geração, mesmo assim se garantiu na nossa lista de carros pequenos. E deixou saudades para quem gosta de hatch com pegada esportiva. Não ache que os 142 cv do motor 1.6 são parcos para o Swift. O carro de 1.065 kg oferece arrancadas boas e torque sempre disponível em baixos giros, e tem no câmbio com curso curto e engates precisos um forte aliado.

O entre-eixos diminuto e a suspensão bem calibrada garantem um hatch grudado no chão nas curvas mais sinuosas. Era um modelo caro já 0 km, mas entrega boa lista de equipamentos. O espaço para cabeças no banco de trás é ruim e o acabamento interno é simples demais.

7. Smart ForTwo

carros pequenos: smart fortwo 2012
smart fortwo Cabriolet 2012
  • Anos: 2009 a 2015
  • Dimensões: 2,69 m (c), 1,56 m (l), 1,54 m (a) e 1,86 m (ee)
  • Dica de safra: Coupé Turbo 2012
  • Atenção: peças, manutenção e acerto a suspensão
  • Apesar do apelo da mobilidade e de caber em qualquer lugar, o pequenino da marca francesa (pertencente à Mercedes-Benz) não fez sucesso no Brasil. O fato de levar apenas duas pessoas e ser caro não ajudou muito.

O três cilindros turbo traseiro de 84 cv, porém, sobra no Smart ForTwo de 770 kg – e até lida bem com o câmbio automatizado de cinco marchas. Além disso, tem bom acabamento e é recheado de equipamentos. Seu uso, contudo, é recomendado para a cidade. A carroceria torce bastante nas curvas, sofre com os ventos laterais e a suspensão bate seca nos buracos.

6. Renault Kwid

carros pequenos: Kwid Intense
  • Anos: 2017 em diante
  • Dimensões: 3,68 m (c), 1,57 m (l), 1,47 m (a) e 2,42 m (ee)
  • Dica de safra: Intense 2020
  • Atenção: pedais esponjosos, comportamento dinâmico e alavanca do câmbio

O Renault Kwid tem só dois anos de vida, mas é melhor optar pelo 0 km. Só agora na linha 2020 é que o modelo deu um jeito nos freios. Após dois recalls em menos de um ano de produção para corrigir problemas no sistema, o Kwid ganhou discos ventilados na frente e servo-freio maior.

Se vale de quatro airbags, boa disposição do motor 1.0 tricilíndrico, principalmente nas arrancadas, e do preço bastante agressivo. O custo de manutenção também é baixo e o jogo da direção facilita as manobras. Mesmo assim os pedais continuam com calibragem estranha, o motorista roça os braços ou na porta ou no carona, e o modelo passa pouca firmeza nas curvas ou em velocidades maiores.

Veja o vídeo com a avaliação do Kwid Intense

5. JAC J2

carros pequenos: jac j2
  • Anos: 2012 a 2016
  • Dimensões: 3,53 m (c), 1,64 m (l), 1,47 m (a) e 2,39 m (ee)
  • Dica de safra: 2014
  • Atenção: desvalorização, custo de manutenção e acerto dos pedais

O J2 talvez seja o mais divertido de todos os JAC vendido no país, por isso está entre os carros pequenos bons de ter. Leve e estreito, o carro anda que é uma beleza movido pelo motor 1.4 de 108 cv. Na estrada parece um kart, e ainda vai grudado no chão, sem largar muito a traseira em curvas mais acentuadas.

O custo-benefício agressivo típico dos chineses se faz presente, já que o carro vinha mais recheadinho do que muito compacto, com sensor de ré, ar, direção elétrica, trio, faróis de neblina, rodas de liga leve e som com USB e Bluetooth. O drama maior aqui são as peças e o pós-venda sempre complicado na marca. Também sofre com liquidez ruim e alta desvalorização no mercado de seminovos.

4. Renault Twingo

carros pequenos: renault twingo
  • Anos: 1994 a 2002
  • Dimensões: 3,43 m (c), 1,63 m (l), 1,42 m (a) e 2,34 m (ee)
  • Dica de safra: Pack 1.0 2000
  • Atenção: motores 1.2 e 1.15, versões com embreagem automática e isolamento acústico

O Twingo sofreu bullying por seu desenho controverso na época, mas virou cult recentemente, ainda mais porque o jornalista Ricardo Boechat (morto neste ano) se orgulhava do seu. O fato é que o Twingo é um monovolume subcompacto com espaço impressionante se comparado aos rivais – esse que vos escreve conseguiu levar uma mesa de botão semi-profissional numa boa com os bancos traseiros rebatidos.

Motorista tem boa posição de dirigir e até folga para os ombros. O motor 1.0 é a pedida – tem desempenho apenas satisfatório e consumo interessante -, assim como os modelos vindos do Uruguai a partir de 2000. Fuja das versões com propulsor 1.2 e 1.15, e dos carros com embreagem automática linhas 95 e 96.

3. Volkswagen up!

carros pequenos: up high tsi
  • Anos: 2014 em diante
  • Dimensões: 3,64 m (c), 1,64 m (l), 1,50 m (a) e 2,42 m (ee)
  • Dica de safra: High TSI 2016
  • Atenção: trepidação nos freios, ausência de indicador de temperatura e pegadinhas nas revisões com preço fixo

O VW up! pode até ter sido mal-posicionado no mercado, mas é um carro e tanto e ficou bem colocado na nossa lista de carros pequenos bons de ter. Fruto da moderna plataforma MQB, tem ótima dirigibilidade, comportamento dinâmico exemplar e conjunto mecânico dos mais acertados.

O resultado é um dos automóveis mais econômicos do país, ainda mais nas versões turbo TSI de até 105 cv, que ainda proporcionam um desempenho bacana. O up! tem também seus poréns. A manutenção não é das mais baratas, o porta-malas é estreito e bons itens de série só nas versões mais caras.

2. Ford Ka (primeira geração)

carros pequenos: ka action 2002
  • Anos: 1997 a 2007
  • Dimensões: 3,62 m (c), 1,63 m (l), 1,36 m (a) e 2,44 m (ee)
  • Dica de safra: Action 1.6 2003
  • Atenção: isolamento acústico, ausência de marcador de temperatura e acabamento interno

O Ka nasceu como subcompacto e tinha um desenho bastante peculiar. Independentemente do estilo controverso, sua primeira geração garante boa dirigibilidade.

O motor 1.0 já dá conta do recado, enquanto o 1.3 é mais complicado de mexer e o 1.6 faz com que o carrinho da Ford vire uma espoleta – especialmente a inesquecível versão XR, com acerto diferenciado de suspensão e freios, mas que já está ficando bem valorizada no pedaço. A posição de dirigir era inquestionável, mas o acabamento deixa a desejar, assim como o isolamento acústico e o acesso ao banco traseiro.

1. Fiat 500 (mexicano)

carros pequenos: fiat 500
  • Anos: 2011 a 2015 e 2017
  • Dimensões: 3,54 m (c), 1,62 m (l), 1,50 m (l) e 2,30 m (ee)
  • Dica de safra: Sport Air 1.4 16V 2014
  • Atenção: peças de reposição, versões com câmbio Dualogic e seguro caro

O pequenino 500 do século 21 atrai justamente pelo estilo retrô e simpático. Além disso, vinha do México bastante equipado, o que realçava seu custo-benefício e compensava o espaço interno bastante restrito – algumas cadeirinhas de crianças sequer cabem no banco traseiro. Quatro airbags, controles de estabilidade e tração e assistente à partida em rampas já faziam parte do pacote, e é fácil achar seminovos com airbags de cortina, bancos de couro, ar automático e retrovisor eletrocrômico, que eram opcionais.

O 500 também é um carro gostoso de dirigir, especialmente as versões com motor 1.4 16V Multiair de 107/105 cv. As opções 1.4 8V são mais mancas, enquanto a Abarth com turbo tem preço bastante fora da curva. Fuja, se possível, dos exemplares com caixa automatizada Dualogic. Entre prós e contras, ele é o campeão entre os carros pequenos que valem a pena.

Fonte: https://autopapo.com.br/noticia/carros-pequenos-10-modelos-novos-usados-nacionais-importados/