Saiba mais sobre todos os modelos de placas veiculares, inclusive a nova placa do mercosul…
As placas fazem parte do sistema obrigatório de identificação dos veículos e suas cores representam a categoria do veículo. Além disso, a placa de identificação veicular é um documento, portanto, deve conter dispositivos para dificultar a sua falsificação ou produção clandestina.
Nas ruas, circulam carros com placas de sete cores diferentes: cinza, branco, vermelho, azul, verde, preto e verde-e-amarelo.
A placa cinza é a mais comum, já que designa os automóveis particulares. A placa vermelha é colocada em táxis e ônibus. A branca é restrita aos carros oficiais.
O Paraná foi o primeiro Estado a adotar placas cinzas (as anteriores eram amarelas). No início, a população pensava que funcionários públicos usavam carros do governo para uso particular.
As placas azuis apenas com as letras CC e os números são de carros de consulados. Veículos que estão sendo testados por montadoras também têm placa azul.
Placas verdes vão para modelos utilizados por oficinas e concessionárias para teste ou test-drive.
As placas mais raras em circulação são as pretas. Elas são exclusivas de automóveis antigos, em geral aqueles fabricados há mais de 30 anos e que conservam as suas características originais.
Também é possível ver placas verde-e-amarelas. Elas são usadas nos carros do presidente e do vice-presidente da República, dos presidentes do Senado e da Câmara, do presidente e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, dos ministros, do advogado-geral da União e do procurador-geral da República. (JAA)
CORES E CARROS
Cinza: carros de passeio
Branco: carros oficiais
Vermelho: táxis e ônibus
Azul: carros consulares e de testes dos fabricantes
Preto: carros antigos (mais de 30 anos, por exemplo)
Verde: carros em uso por concessionárias e oficinas
Verde-e-amarelo: carros do alto escalão do governo federal
No entando, entrou em vigor, ainda não é obrigatório, a nova placa Mercosul, saiba mais.
As novas placas no padrão Mercosul finalmente começaram a ser usadas no Brasil – inicialmente no Rio de Janeiro e gradualmente em outros Estados.
Entretanto, uma série de imbróglios e mudanças de rumo têm atrasado sua implantação e tornado difícil saber, exatamente, quais serão seus recursos.
Como ainda há muitas dúvidas sobre este novo sistema, QUATRO RODAS compilou tudo o que já foi divulgado sobre as novas placas e conta como isso afeta a sua vida.

Projeto original previa a inclusão de brasões estadual e municipal…
Projeto original previa a inclusão de brasões estadual e municipal… (Detran/RJ/Divulgação)
Atualmente somente um grupo de veículos deve adotar a nova placa. São eles:
- Carros novos
- Veículos que passaram por mudança de município
- Veículos que trocaram de categoria (um táxi que vira um carro de passeio, por exemplo)
- Veículos cuja placa atual não foi aprovada em vistoria e/ou está ilegível ou danificada
Quem quiser trocar a placa voluntariamente também pode fazê-lo, caso o Estado onde o veículo estiver registrado já tiver adotado o novo sistema.
Segundo o Detran do Rio de Janeiro, quem não se enquadrar nos quesitos acima não precisará trocar as placas. O Denatran espera que, gradualmente, toda a frota circulante do país receba a nova placa nos próximos anos.

…mas essa obrigatoriedade já caiu e deixou visual mais limpo
…mas essa obrigatoriedade já caiu e deixou visual mais limpo (Henrique Rodrigues/Quatro Rodas)
No entanto, como o novo sistema possui outra sequência de números e letras (veja mais abaixo), é provável que no futuro o governo opte pela obrigatoriedade para que todos os carros restantes troquem as placas, para completar a padronização da frota até 2023.
Quando ela estará disponível para o resto do Brasil?

Todos os Estados deverão adotar a nova placa até 30 de junho de 2019
Todos os Estados deverão adotar a nova placa até 30 de junho de 2019 (Montagem/Divulgação/Fiat)
O prazo final inicial era dezembro de 2018, mas uma série de liminares e discussões entre os diferentes departamento de trânsito fez com que a implantação completa da placa tenha sido adiada, no meio deste ano, para 30 de janeiro de 2020.
Além do Rio de Janeiro, os Estados que já aderiram à nova placa são Amazonas, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Norte.
Quem quiser fazer a troca voluntária precisará aguardar que o Estado onde o veículo está registrado entre no sistema.
Pasmem: ela não custará mais caro
No Rio de Janeiro, o primeiro Estado a adotar o novo padrão, o custo da nova placa até caiu: R$ 193,84 para carros e R$ 64,61 para motocicletas, contra R$ 219,35 e R$ 90,12, respectivamente, no sistema anterior.
A diferença se dá porque o novo sistema não exige o lacre da placa traseira (que no Rio custava R$ 25,51). Por conta disso, o valor deixou de ser cobrado.

O número 0 recebeu um traço para se diferenciar da letra O
O número 0 recebeu um traço para se diferenciar da letra O (Detran/Divulgação)
Ainda não se sabe se outras regiões irão adotar a mesma política de preços do Rio de Janeiro. Isso porque os Detran de cada Estado têm autonomia para cobrar um valor diferente. Em São Paulo, por exemplo, o custo da atual placa é de R$ 128,68.
O que gerou crítica é a troca integral da placa ao mudar de município de registro do veículo. No sistema anterior era possível trocar apenas a tarjeta com a inscrição de Estado e cidade, mas na placa nova essas informações estão impressas na mesma chapa.
Por conta disso, mudar de cidade implicaria em mudanças no QR Code exclusivo que fica gravado no canto inferior da placa, exigindo sua atualização.

O QR Code pode ser lido por qualquer celular e não será alterado com a mudança do município de registro
O QR Code pode ser lido por qualquer celular e não será alterado com a mudança do município de registro (Detran/Divulgação)
Esses problemas fizeram com que o Contran voltasse atrás e eliminasse os brasões do Estado e município.
Não parece, mas ela tem o mesmo tamanho

Por ter as mesmas dimensões, a nova placa não exige adaptações
Por ter as mesmas dimensões, a nova placa não exige adaptações (EBC/Agência Brasil/Divulgação)
Na primeira vez que a nova placa foi revelada, houve a sensação de que ela era mais larga que a atual. Parte disso se dá por sua similaridade com as icônicas placas da União Europeia – essas sim, bem mais largas, com 52 cm.
A nova placa, porém, tem as mesmas dimensões da atual: 40 cm de largura por 13 cm de altura.
Ainda assim, o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) autorizou uma redução de até 15% no tamanho da placa em situações nas quais ela não couber no receptáculo do veículo, desde que o QR Code e a bandeira do Brasil sejam preservados.
Nossos vizinhos argentinos não tiveram a mesma sorte. Lá as placas antigas são mais estreitas (29,4 cm x 12,9 cm), o que pode exigir adaptações em veículos antigos regionais.
Como serão as sequências?

O padrão novo troca o segundo número por uma letra
O padrão novo troca o segundo número por uma letra (Detran/Divulgação)
A flexibilidade do código alfanumérico permitirá à placa do Mercosul oferecer mais de 450 milhões de combinações. No sistema antigo, ainda vigente em alguns Estados, o teto de combinações era de 175 milhões.
Os sete caracteres da placa atual brasileira foram mantidos, porém com quatro letras e três números, e não mais três letras e quatro números.
Além disso, letras e números podem ser “embaralhados”, e não mais dispostos de maneira fixa em uma sequência LLL NNNN (em que L é letra e N, número).
Os países do Mercosul que adotarem a nova placa, inclusive, poderão estabelecer essa distribuição de maneira distinta.
Por exemplo, enquanto na Argentina a sequência tem sido LL NNN LL, no Brasil ela será inicialmente LLL NLNN para automóveis e LLL NN LN para motocicletas.
Como ficará a sequência em carros já emplacados?
Como a nova placa manterá a quantidade de caracteres, porém com mudanças na sequência de letras e números, quem fizer a troca da placa antiga pela nova em um veículo já registrado verá o segundo número (da esquerda para a direita) ser substituído por uma letra de acordo com a tabela abaixo:
| Como é | Como ficará |
| 0 | A |
| 1 | B |
| 2 | C |
| 3 | D |
| 4 | E |
| 5 | F |
| 6 | G |
| 7 | H |
| 8 | I |
| 9 | J |
Com isso, uma placa QUA 1960 se transformará em QUA 1J60, com o “J” dando lugar ao “9”.
É importante ressaltar que, ao contrário do que aconteceu na migração das placas amarelas para cinzas, o proprietário não poderá mudar a sequência da placa do seu veículo na troca.
Não tem sequência proibida – por enquanto

É possível que o governo proíba placas engraçadinhas ou ofensivas
É possível que o governo proíba placas engraçadinhas ou ofensivas (Reprodução/Internet)
A adição de mais uma letra à placa brasileira permitirá diferentes combinações, incluindo algumas engraçadinhas.
QUATRO RODAS questionou o Denatran se haverá alguma sequência específica que será bloqueada para uso, como FDP, KCT ou PIN7O, por exemplo.
O órgão informou que essas sequências “estão sendo analisadas tecnicamente para que sejam destinadas a determinados tipos de veículos como transporte público ou fiquem disponíveis para escolhas do próprio usuário (proprietário do veículo), se assim for do seu interesse”.
A probabilidade de que haja restrições, porém, é alta. Nos Estados Unidos e na Alemanha há limitações para evitar problemas nos cadastros de multas e até impedir apologias ao nazismo.
Como vou saber de qual cidade é um determinado veículo?

Não será possível saber de qual município é o veículo sem ler o QR Code
Não será possível saber de qual município é o veículo sem ler o QR Code (Detran/Divulgação)
Hoje em dia é fácil identificar o Estado e município onde um automóvel foi registrado, pois essas informações ficam em uma plaqueta na parte superior da placa.
No novo padrão, porém, esse espaço é reservado exclusivamente para o país de registro do veículo. A identificação de Estado e cidade aconteceria por meio de brasões oficiais na lateral direita da nova placa.
Como dissemos acima, após uma mudança do Contran, a nova placa não terá mais os símbolos que permitiriam a identificação de local de registro do veículo.
Por conta disso, a principal forma de o cidadão saber onde o carro está registrado é usando o aplicativo Sinesp Cidadão, que também avisa se o veículo tem registro de furto.
Mas as sequências destinadas a cada Estado foram mantidas, levando em conta apenas a conversão de número para letra já citada. O Paraná, por exemplo, usará o intervalo AAA 0A01 até BEZ 9J99 (no sistema antigo era AAA 0001 a BEZ 9999).
Isso permitirá que você saiba, ao menos, qual foi o primeiro Estado de registro de cada carro.
Como serão identificadas as diferentes categorias de veículos?

A principal diferença será para os veículos oficiais, diplomáticos e de coleção
A principal diferença será para os veículos oficiais, diplomáticos e de coleção (Reprodução/Internet)
Outra coisa que ficará mais difícil é saber se o carro é oficial, de aluguel (táxi) ou se está em testes.
Nas placas antigas essa identificação era feita pela cor de fundo e pelo tom das letras. Como no padrão Mercosul o fundo será sempre branco, somente a borda e as letras irão mudar de cor.
A maioria das placas vai apenas migrar a cor que era usada no fundo para as letras. Em veículos de teste a borda e os caracteres serão verdes, enquanto ônibus, caminhões e táxis usarão o vermelho.

Vai ficar mais difícil identificar um modelo de coleção de longe
Vai ficar mais difícil identificar um modelo de coleção de longe (ETC Comunicação/)
Particular
Modelo mais comum, ela identifica os veículos particulares. Ela tem fundo cinza e letras pretas e o modelo da nova placa mercosul com faixa azul e branca e com mais letras.

Aluguel
São usadas em veículos que fazem transporte remunerado tanto de carga quanto de passageiros, caso dos táxis, ônibus, vans, caminhões etc. A placa tem fundo vermelha e letras brancas.
Oficial
Exclusiva para veículos de órgãos federal, estaduais e municipais como polícias, bombeiros e Forças Armadas, é muito parecida com a usada por particulares. Ela tem fundo branco com letras pretas.
Experiência/Fabricante
De fundo verde e letras brancas, essa placa é utilizada, normalmente por montadoras e oficinas, em veículos que estejam passando por testes.
Coleção
Placa que identifica veículos com mais de 30 anos de fabricação, que fazem parte de coleção e possuem características originais em bom estado de conservação. A placa tem fundo preto e letras cinza.
Aprendizagem
Essa placa de fundo branco com letras vermelhas é utilizada por autoescolas e representa um aviso de condutores em aprendizagem.
Representação Diplomática
Utilizada por veículos de corpo consular, órgãos internacionais e embaixadas, com as iniciais do representante aparecendo na tarjeta da placa. A placa tem fundo azul e letras brancas.
Representação
Exclusiva para veículos oficiais dos três níveis de governo e das Forças Armadas. Ela tem fundo preto e letras douradas.
Fonte: Internet








